27 novembro, 2018

CBMC projeta ações com presença do vice-presidente Hamilton Mourão

CBMC projeta ações com presença do vice-presidente Hamilton Mourão

Crédito: Paulo Negreiros

CBMC projeta ações com presença do vice-presidente Hamilton Mourão

Representantes do comércio varejista de materiais de construção estiveram reunidos no último encontro do ano da Câmara Brasileira de Materiais de Construção (CBMC) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizado em 22 de novembro, na CNC em Brasília. A reunião contou com a participação do vice-presidente da República eleito, general Hamilton Mourão, e presença do presidente da CNC, José Roberto Tadros, e teve como pauta o impacto do comércio eletrônico no varejo e as previsões para o setor diante do novo cenário político do País. 

O presidente do Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Material de Construção e de Material Elétrico no Estado de São Paulo (Sincomaco) e coordenador da CBMC, Claudio Elias Conz, expressou ao general Mourão a importância do setor para a retomada de crescimento do País e os anseios do órgão consultivo da CNC para os próximos anos. “O maior efeito multiplicador na economia vem do nosso setor, pois, para cada nova casa construída, há a compra de novos móveis, eletrodomésticos, etc. Por isso, é importante que o vice-presidente esteja aqui, aberto ao diálogo com o nosso grupo e propondo soluções”, disse Conz. 

O general Mourão, por sua vez, atribuiu às taxas elevadas de um “caótico” sistema tributário o principal inimigo do setor varejista, além da incômoda situação econômica brasileira. “Nós estamos saindo de uma recessão econômica brutal, e por isso o nosso governo elege como prioridade reverter esse quadro rapidamente. É urgente a retomada da construção civil no País por meio de projetos factíveis, como os dos membros desta Câmara. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem uma visão muito clara sobre esse cenário e vai diminuir o peso do Estado para permitir um ambiente mais favorável ao crescimento”, afirmou. 

Por fim, Mourão se mostrou sensível aos desafios pautados na reunião e colocou o futuro governo à disposição do setor, destacando que “há muitos projetos da futura gestão ligados a atividades do varejo de materiais de construção, desde grandes reformas rodoviárias até atividades do cidadão comum, como reformas residenciais”. 

Efeito Amazon 

Ainda na reunião da CBMC, o economista Antonio Everton, da Divisão Econômica da CNC, falou das consequências, nos Estados Unidos, do chamado “efeito Amazon” sobre o emprego e o fechamento de estabelecimentos no comércio varejista, referência à ação predatória da gigante multinacional norte-americana especializada no comércio eletrônico e na distribuição de produtos on-line a preços competitivos. Antonio Everton afirmou que o comércio pela internet e a crescente digitalização têm causado impacto na economia, particularmente nas lojas físicas.

Segundo ele, a chegada da Amazon, com toda a sua tecnologia e custos operacionais extremamente baixos para competir com a concorrência, implicou a necessidade de as empresas fazerem ajustes. Na prática, o impacto maior foi o fechamento de lojas físicas, para que as empresas pudessem continuar sobrevivendo. 

O economista esclareceu que as companhias que vêm fechando lojas nos Estados Unidos não vendem material de construção especificamente. “Em outras palavras, pode-se imaginar que, num primeiro momento, o impacto da chegada do ’efeito Amazon‘ não traria, no Brasil, tantos efeitos negativos para o setor, formado basicamente por micro e pequenas empresas (99,5%). O emprego no segmento acompanha esse quadro majoritário de pequenos empreendimentos. Em 2017, 82,1% da mão de obra trabalhava em micro e pequenos negócios de material de construção.”

O “efeito Amazon”, explicou, tem muito a ver com logística e e-commerce. Trata-se de uma tendência mundial de consumo. “Quem compra cada vez mais prefere não sair de casa, utilizando eventuais idas a shoppings mais para desfrutar desses ambientes, que oferecem paralelamente quesitos como segurança, lazer e alimentação, em vez de propriamente ir às compras. Por isso, esses chamados templos de consumo vêm procurando se reinventar para atrair consumidores”, comentou. 

Com isso, o comércio físico vem sofrendo cada vez mais pelo fato de os preços das lojas virtuais serem concorrentes porque podem ser acessados via smartphone a qualquer momento, assim como existe a facilidade das compras via celulares, cada vez mais seguras. Dessa forma, o varejista, quando se depara com o cliente na sua loja, tem que enfrentar uma tática crescente de quem vai às compras: a preço já pesquisado em lojas on-line, seguido da barganha, visando à redução do valor da mercadoria – o que muitas vezes não é fácil nem possível conceder.

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